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Archive for the ‘Pré Modernismo’ Category

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Neste trabalho que elaboramos sobre o pré-modernismo, nos ficou claro que ele marcou a transição entre o parnasianismo e o simbolismo  e também o movimento modernista seguinte, foi um período de idéias  não fixas por isso não se caracteriza como uma escola.

O contexto histórico que movimentou esse movimento era um Brasil cercado de conflitos, revoltas, greves operárias, surgimento do proletariado, urbanização e industrialização, entre outros fatores.

É a época do nacionalismo temático: crítico e contestador. Os tipos humanos marginalizados ganharam espaços nas obras literárias. Alguns autores optaram pela poetização  da linguagem científica, outros preferiram o uso de regionalismos.

O pré-modernismo não se caracterizava somente como um movimento de renovação, apesar de demonstrar íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período, mas também se mostrava conservador, pois traziam na sua estética os valores parnasianos e naturalistas. Embora tenham rompido com a temática dos períodos anteriores, não avançaram o bastante para serem  considerados modernos.

O Pré-Modernismo é a época do nacionalismo temático: crítico e contestador. Os tipos humanos marginalizados ganharam espaços nas obras literárias. Alguns autores optaram pela poetização da linguagem científica, outros preferiram o uso de regionalismos.

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Representantes…

EUCLIDES DA CUNHA
(Cantagalo – RJ – 1868 – Rio de Janeiro – 1909)


Órfão aos 3 anos, Euclides da Cunha foi criado por parentes. Fez o curso colegial no Rio de Janeiro. Embora tenha sido admitido na Escola Politécnica, preferiu, por razões financeiras, cursar a Escola Militar, da qual foi excluído em 1888, por manifestação agressiva de republicanismo. Após o advento da República, foi reintegrado ao Exército. Formou-se em Engenharia Militar na Escola Superior de Guerra, bacharelando-se em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. No início do ano de 1897, Euclides manifestou idéias contrárias ao líder sertanejo Antônio Conselheiro, tomando-o, como era comum no Sudeste do país, por monarquista. Em agosto do mesmo ano, foi enviado ao interior da Bahia, na qualidade de correspondente de O Estado de S. Paulo.
Então, depois de examinar de perto o problema, pôde rever sua posição em face do levante popular que seria mais tarde o núcleo de Os sertões. Morreu assassinado por questão de honra familiar.

OBRAS:

Os sertões (1902)
Peru versus Bolívia (1907)
Contrastes e confrontos (1909)
Á margem da história (1909)

GRAÇA ARANHA 

José Pereira da Graça Aranha nasceu em São Luís do Maranhão a 21/06/1848, tendo sido juiz e diplomata. Uma influência intelectual decisiva em sua obra é a de Tobias Barreto, que conheceu em 1882 enquanto cursava Direito no Recife. Formou-se em direito seis anos depois e mais quatro anos após exerceu o caso de juiz em Porto do Cachoeiro, ES, onde tomou conhecimento dos fatos que inspiraram Canaã. Seu primeiro trabalho foi o prefácio de um livro em 1894, quando já morava no RJ. Dois anos depois, em 1896, participou da fundação da ABL, mesmo nunca tendo publicado nenhuma obra literária; tal fato só foi possível porque seu amigo Joaquim Nabuco lhe foi “fiador literário” até 1902, ano da publicação de Canaã. Partiu em 1899 com o mesmo Nabuco para Europa como diplomata. Em 1911 sua peça Malazarte foi encenada com sucesso em Paris. Se aposentou da diplomacia em 1921, participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e abandonou a ABL 1924. Não é considerado modernista porque sua única obra “modernista”, A viagem maravilhosa, de 1939, é feita em um estilo extremamente artificial. Morreu logo antes de publicar sua autobiografia, O meu próprio romance, em 1931. Sua única obra de significado verdadeiro é Canaã, donde provém as passagens que seguem.”Milkau estava sereno no alto da montanha. Descobrira a cabeça de um louro de ninfa, e sobre ela, e na barba revolta, a luz do sol batia, numa fulguração de resplendor. Era um varão forte, com uma pele rósea e branda de mulher, e cujos poderosos olhos, da cor do infinito, absorviam, recolhiam docemente a visão segura do que iam passando. A mocidade ainda persistia em não o abandonar; mas na harmonia das linhas tranqüilas do seu rosto já repousava a calma da madureza que ia chegando.” Canaã

“Tudo o que vês, todos os sacrifícios, todas as agonias, todas as revoltas, todos os martírios são formas errantes de Liberdade. E essas expressões desesperadas, angustiosas, passam no curso dos tempos, morrem passageiramente, esperando a hora da ressurreição… Eu não sei se tudo o que é vida tem um ritmo eterno, indestrutível, ou se é informe e transitório… Os meus olhos não atingem os limites inabordáveis do Infinito, a minha visão se confina em volta de ti […] Eu te suplico, a ti e à tua ainda inumerável geração, abandonemos os nossos ódios destruidores, reconciliemo-nos antes de chegar ao instante da Morte…” Canaã

LIMA BARRETO 

(Rio de Janeiro – RJ – 1881 – 1922)

Lima Bar€reto era mestiço e de origem humilde. Fez parte dos estudos preparatórios no Colégio Pedro II. Ingressou na Faculdade Politécnica, que abandonou antes da formatura para assegurar o sustento no funcionalismo público. Dedicou-se polemicamente ao jornalismo e a literatura de crítica social. Seu pai foi considerado louco, e ele próprio esteve internado em casa de desajustados mentais. A boêmia e o alcoolismo parecem não terem prejudicado seu trabalho intelectual, mas o levaram à morte prematura. Passou por grandes desenganos e humilhações.
Lima Barreto produziu romances, contos, crônicas, sátiras políticas, críticas literária e um livro de memórias. Nem tudo o que escreveu foi publicado em vida. Boa parte dos escritos que formam os dezessete volumes de sua obra completa teve de ser coligada dos jornais e revistas em que colaborou.
Em Lima Barreto a paixão é mais forte do que a inteligência. Sua obsessão pela literatura pode ser explicada por uma irreprimível necessidade de explorar temas ligados a sua própria vida. Dentre os temas que abordou, destaca-se o preconceito da sociedade da época contra os mestiços e pobres. Seus romances apresentam sempre indignação contra a insensibilidade dos ricos, a superficialidade dos burocratas, a corrupção dos políticos, a esterilidade dos falsos artistas.
A principal contribuição de Lima Barreto para a literatura contemporânea consiste no abandono do modo artificial e erudito de escrever dominante em seu tempo. Adotou em seus romances a informalidade estilística e da fala cotidiana. Nesse sentido, colaborou para a soltura e descontração da frase, o que agradou parte dos escritores do Modernismo de 22. Além disso, soube registrar com minúcia muitos aspectos da vida social e política do Rio de Janeiro no tempo da primeira República. Seus romances forneceram um saboroso painel das pessoas remediadas do Rio de Janeiro: o burocrata, o escriturário, o jornalista, o artista, o militar de baixa patente, o imigrante.
Embora mostrasse simpatia pelo folclore e pela vida das camadas pobres da periferia, Lima Barreto não soube admirar o futebol como expressão de cultura popular. Era também contra a liberação feminina. Entretanto, foi capaz de, em 1917, admirar a Revolução Russa. Essas e outras posturas revelam um intelectual contraditório, com algumas antecipações avançadas e outras posturas conservadoras.

OBRAS:Recordações do escrivão Isaias Caminha (1909)
Triste fim de Policarpo Quaresmas (1915)
Numa e a ninfa (1915)
Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1920)
Histórias e sonhos (1920)
Os Bruzundangas (sátira política, 1922)
Clara dos Anjos (1948)
O cemitério dos vivos (romance autobiográfico sobre sua experiência no hospício, 1953)

 

 

 MONTEIRO LOBATO
(Taubaté – SP – 1882 – São Paulo – SP – 1948)


José Bento Monteiro Lobato realizou os estudos preparatórios na cidade natal, bacharelando-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, em 1904. Depois, retornou ao interior (Areia), como promotor. Após sete anos de funcionalismo público, dedicou-se ao cultivo de terras próprias (Fazenda Buquira). Resolveu, então, vender a herança do avô e tornar-se editor em São Paulo. Em 1918, editou o próprio livro, Urupês, com retumbante êxito. A partir daí, embrenhou-se em polêmicas políticas e literárias, sendo do ano anterior o seu célebre artigo contra o cubismo de Picasso através do trabalho de Anita Malfatti. Esteve durante cinco anos nos Estados Unidos como adido comercial brasileiro. Na volta, foi oprimido pela campanha getulista, e acabou preso. Exilou-se na Argentina. Durante toda a vida, dedicou-se com igual paixão e honestidade à literatura infantil, de onde saiu a imortal criação do Sitio do Pica-pau Amarelo.
Como escritor para adultos, Monteiro Lobato foi essencialmente um contista. Dominou como pouco a arte de construir um enredo envolvente e com final inesperado. Nesse sentido, cultivou o conto tradicional: como princípio, meio e fim. Era elegante, malicioso, preocupado com pesquisa psicológica de indivíduos complicados. Mas soube contar estórias capazes de representar com naturalidade e força tipos e situações sociais. É um escritor de costumes, no sentido de se preocupar com a crítica social da população interiorana, cuja linguagem e esquema psicológico soube captar com criatividade e competência. Esquematicamente, as suas estórias curtas podem se dividir em: contos de mistério, contos macabros e contos humorísticos.
Como escritor regionalista, Monteiro Lobato antecipou conquistas da literatura modernista e até de Guimarães Rosa, cujo Sagarana possui inúmeras sugestões de Urupês.

 

OBRAS:

Urupês (1918)
Cidades mortas (1919)
Negrinha (1920)
Idéias de Jeca Tatu (artigos e polêmicas, 1919)

 

 

AUGUSTO DOS ANJOS:

 

Obra poética: poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos. A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o famigerado soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde a sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.Sua poesia chocou a muitos, principalmente aos poetas parnasianos, mas hoje é um dos poetas brasileiros que mais foram reeditados. Sua popularidade se deveu principalmente ao sucesso entre as camadas populares brasileiras e à divulgação feita pelos modernistas.Hoje em dia diversas editoras brasileiras publicam edições de Eu e Outros Poemas.

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Características

Características

 Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicas – como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto -, podemos perceber alguns pontos em comum entre as principais obras pré-modernistas:  Apesar de alguns conservadorismos, são obras inovadoras, apresentando uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteadas de palavras “não poéticas” como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta à poesia parnasiana ainda em vigor; a denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado de Romantismo e Parnasianismo; o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo; o regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e Nordeste com Euclides da Cunha; o Vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito do Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto; os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos; uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.

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Manifestações Artísticas:

 

Þ    Música: Na  música erudita, destacou-se Alberto Nepomuceno, que além de suas

principais composições eruditas com intenções nacionalista, introduziu os modernos compositores europeus no Brasil. Já a música popular, ritmos como o maxixe, a modinha e a toada começaram a serem tocadas nos salões sofisticados, tomando o lugar da polca e da valsa. Até então, a música popular era vista com preconceito, não só em relação à música também os instrumentos populares. Vários compositores eruditos passaram a manifestar interesses e a valorizar os ritmos populares para que as elites começassem a aceitar aquele tipo de música. Ao mesmo tempo, o carnaval passou a estabelecer com a principal festa popular do Rio de janeiro, e então, quando Chiquinha Gonzaga divulgou uma marcha  que iria ficar na famosa “O Abre Alas”.

 

Ó abre alas

Ó abre alas

Que eu quero passar

Que eu quero passar

Ó abre alas

Ó abre alas

Que eu quero passar

Que eu quero passar

Eu sou da Lira

Rosa de Ouro

Não posso negar

Ë quem via ganhar.

 

A música se torna carnavalesca e com o surgimento do gramafone, em 1904, ajudou a música por todo o país.

Þ   Pintura: A pintura brasileira pouco se deixou influênciar pelas renovações que ocorriam na europa, ainda que alguns pintores mostrassem as marcas do Impressionismo em suas obras, a maioria transmitia o estilo acadêmico.A pintura da época resumia-se sobretudo a temas e ambientes da elite, como poder ser visto em Más Notícias, de Rodolfo Amado.

 

 

Desenho { Más Notícias }

Na Europa ocorriam profundas renovações de estilo.

 

 Desenho { Madona, Les Demoiselles }

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CONTEXTO HISTÓRICO

 

O Pré Modernismo, nada mais é do que o simbolismo.

O Pré Modernismo, se inicia com uma pequena “revolução”, ou seja, o primeiro período civil, o paulista Prudente de Moraes, tomou posse em 1894. Ele teve início a uma alternância no poder conhecido como café com leite, que se  manteve durante as 3 primeiras décadas do século XX pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

A economia de São Paulo, baseava-se na cultura e exportação do café; a de Minas Gerais, na produção de café e de laticínios.

A República, exprimiu ainda mais os contrastes da sociedade brasileira; os negros, recém libertados, marginalizaram-se, os imigrantes chegavam  em razoável quantidade para substituir  a mão-de-obra escrava; surgi uma nova classe social: o proletariado, camada social formada pelos assalariados. De um lado, ex- escravos, imigrantes e proletariado nascente, de outro, uma classe conservadora do dinheiro e do poder. Embora, as tensões sociais explodissem em diversos lugares, a riqueza do país aumentava cada vez mais a economia cafieira  no sudeste atingia seu ponto esplêndido, assim como a cultura e a comercialização da borracha na Amazônia.

A rápida urbanização de São Paulo é um índice da riqueza do país, concentrada na mão dos poucos indivíduos que compunham a elite  assim que ocorreram as mudanças na arte moderna brasileira.

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Pré Modernismo

Pré-Modernismo

   O pré-modernismo deve ser situado nas duas décadas iniciais deste século, até 1922, quando foi realizada a Semana da Arte Moderna. Serviu de ponte para unir os conceitos prevalecentes do Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo. O pré-modernismo não foi uma ação organizada nem um movimento e por isso deve ser encarado como fase. Não possui um grande número de representantes mas conta com nomes de imenso valor para a literatura brasileira que formaram a base dessa fase. O pré-modernismo, também conhecido como período sincrético. Os autores embora tivessem cultivado formalismos e estilismos, não deixaram de mostrar inconformismo perante suas próprias consciências dos aspectos políticos e sociais, incorporando seus próprios conceitos que abriram o caminho para o Modernismo. Essa foi uma fase de uma grande transição que nos deixou grandes jóias como Canaã de Graça Aranha; Os Sertões de Euclides da Cunha; e Urupês de Monteiro Lobato. O que se convencionou em chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária, ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária que caracterizaria os primeiros vinte anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, outros preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras. Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação de realidade brasileira, bem como pelo valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros – Os sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha – e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana da Arte Moderna.

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