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Bem vindos!

Aqui vocês terão a oportunidade de descobrir e entrar no mundo da literatura modernista.

Pode-se definir o modernismo como conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes da primeira metade do século XX. Apesar disso, de terem ideais de ruptura com a cultura até então vigente, é possível encontrar certo antagonismo entre os movimentos.

Como a palavra mesmo diz, o moderno que visava acabar com o ultrapassado. Movimentos modernos que circularam e influenciaram por todo o mundo.

Temos então, aqui no Brasil, a ocorrência da Semana da Arte Moderna, em 1922, como ponto culminante de um processo que se iniciara duas décadas antes.

Portanto, convidamos vocês para conhecerem todos od fatos que cercaram os movimentos, além, é claro, deles próprios. Desvendo o que ocorreu pelo mundo, até chegar ao Modernismo Brasileiro.

Pedimos uma consideração, que não utilizem os slides sem direitos autorais do site, pois é crime.

Muito obrigada.

Uma observação:

Pessoal, gostaría de pedir desculpas se acaso não encontram algumas informações sobre as pinturas, pois em primeiro lugar foi minha turma que fez os trabalhos, por tanto as informações contidas no site não cabem somente a mim, que montei e publiquei os trabalhos, em segundo lugar, as pinturas foram retiradas da internet, portanto de faltam os autores das obras não cabe apenas a mim a responsabilidade.

Mais uma vez,

desculpem….

Manifesto Verde-Amarelismo (1926-1929)

 

Defendiam um nacionalismo ufanista, com evidente inclinação para o nazifascismo. É uma resposta ao nacionalismo do Pau-Brasil. Grupo formado por Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo. Criticavam o “nacionalismo afrancesado” de Oswald.Apresentava como proposta um nacionalismo primitivista, ufanista e identificado com o fascismo, que evoluiria, no início da década de 30, para o Integralismo de Plínio Salgado. Parte-se para a idolatria do tupi e elege-se a anta como símbolo nacional. Publicou um manifesto no jornal Correio Paulistano, edição de 17 de maio de 1929, intitulado “Manifesto do Verde-Amarelismo ou da Escola da Anta”.

Tese do manifesto: a regra é a liberdade plena de cada um ser brasileiro como quiser e puder; cuja condição é cada um interpretar o seu país e o seu povo através de si mesmo, da própria determinação instintiva;

Manifesto Regionalista (1926)

O Centro Regionalista do Nordeste (Recife) busca desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste nos novos moldes modernistas. Propõem trabalhar em favor dos interesses da região, além de promover conferências, exposições de arte, congressos etc. Para tanto, editaram uma revista. Vale ressaltar que o regionalismo nordestino conta com Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e João Cabral – na 2ª fase modernista.

Manifestos

      MANIFESTOS

 

 Manifesto Pau-Brasil

 

Escrito em 1924, por Oswald de Andrade, o Manifesto Pau- Brasil buscava, principalmente, criar uma arte baseada nas características do povo brasileiro. Oswald buscava a poesia ingênua. Ingênua no sentido de não contaminada por modelos de arte já preestabelecidos.

O nome “Pau-Brasil” foi escolhido por ligação à árvore pau-brasil, que no período colonial era altamente exportada para ser utilizada como corante. Foi por essa reflexão que Oswald de Andrade nomeou seu manifesto, para que fosse um produto do Brasil, poderia ser influenciado pelas vanguardas européias, mas deveria ter características brasileiras.

Logo no início do manifesto percebemos um tom irônico. Lendo atentamente, percebemos o ataque feroz à gramática portuguesa, a escrita brasileira da época. Percebemos a defesa da língua brasileira falada, “a língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.” (Andrade, 1924).

 

 Manifesto Antropófago

 

O Manifesto Antropófago foi escrito por Oswald de Andrade e publicado em 1928, na primeira edição da Revista Antropofagia. O manifesto pretendia repensar a dependência cultural do Brasil de forma humorística.

São inúmeras as influências teóricas identificadas no Manifesto: o pensamento revolucionário de Karl Marx, a descoberta do inconsciente pela psicanálise e o estudo do  Totem e Tabu, de Sigmund Freud, a liberação do elemento primitivo no homem proposta por alguns escritores da corrente surrealista como André Breton, as questões em torno do selvagem discutidas pelos filósofos Jean-Jacques Rousseau e Michel de Montaigne e a idéia de barbárie técnica de Hermann Keyserling.

Criticava intensamente a herança portuguesa, a cultura clássica européia e o Padre Antônio Vieira. “Antes de os portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade” (Andrade, 1928).

Há varias idéias explicitas neste manifesto, mas a mais vigente é o canibalismo. Oswald retrata a antropofagia, que seria o canibalismo simbólico na sociedade. O canibal nunca come alguém para se alimentar, ele o come para incluir em si as qualidades do inimigo, ou seja, a antropofagia seria uma forma de veneração ao inimigo, onde o comemos para incluir em nos suas qualidades e assim nos tornarmos mais fortes. Utilizando essa teoria, Oswald retrata que a cultura brasileira é mais forte que a européia, pois descobrimos as qualidades dos europeus e os comemos, fomos canibais devoradores da cultura estrangeira e com isso criamos nossa própria cultura. “Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Matias. Comi-o” (Andrade, 1928).

 

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